Genealogia das moedas

Para o ramo português e brasileiro, consulte a história do real e dos réis; o real brasileiro introduzido em 1994 pertence a uma reforma distinta.

Fonte: Münzkabinett de Berlim: reforma carolíngia.

Fonte: Museo Casa de la Moneda: denominações espanholas modernas.

Nomes, unidades de conta, padrões e sucessão de moedas

A história monetária não é uma árvore com um único antepassado. As moedas romanas são uma referência importante para este mapa europeu, mas não estão na origem de todas as cunhagens: a moeda grega e outras experiências precederam Roma.

O sistema carolíngio reutiliza termos latinos: libra, solidus e denarius. A libra, o soldo de conta e o dinheiro de prata assumem, porém, funções e relações diferentes das romanas. Na tradição germânica, pfennig, marco de peso e táler devem ser considerados elementos distintos.

As tradições ibéricas abrangem Espanha e a América espanhola, bem como Portugal e o Brasil. O real espanhol, o peso e o escudo não formam uma escala universal válida para todos os países e épocas.

Cunhagem romana

Denário; solidus / soldo; libra como unidade de peso e de conta.

O vocabulário romano sobrevive em nomes medievais, mas o peso, o metal e a função mudam.

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Sistema monetário carolíngio

Libra → libra; solidus → soldo; denarius → dinheiro.

Os termos latinos mantêm-se, mas a estrutura de conta muda e a cunhagem é predominantemente de prata.

Sistema monetário germânico

Dinheiro / pfennig: pequena moeda medieval. Marco: peso e, mais tarde, nome monetário. Táler: grande moeda de prata da Idade Moderna.

Estes elementos coexistiram ou sucederam-se em diferentes sistemas regionais. O marco não nasceu como múltiplo universal do pfennig.

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Sistema monetário ibérico

Espanha e América espanhola: o real e o peso de oito reales, além do escudo de ouro com relações variáveis. Portugal e Brasil: o real/réis histórico e reformas portuguesas e brasileiras distintas.

As tradições romanas, visigóticas, islâmicas e cristãs medievais são contextos e influências, não etapas de uma conversão direta do denário ao real.

Tipos de relação entre tradições monetárias

Ramo Moeda ou estrutura de partida Moeda ou estrutura de chegada Transição histórica Páginas
Roma e Carolíngios Libra, solidus, denarius Libra, soldo de conta, dinheiro de prata Continuidade lexical; reorganização de funções, pesos e relações. Moedas romanas
Sistema carolíngio
Europa Central Dinheiro medieval; medidas de peso Pfennig; marco ponderal; táler Moedas e unidades distintas; não há conversão linear do denário ao marco. Moedas romanas
Marco
Táler
Espanha e América espanhola Diversidade de sistemas medievais Real, peso de oito reales, escudo de ouro Desenvolvimento de denominações distintas; a relação de valor exige data e território. Sistema ibérico
Real
Peso
Escudo
Tradições ocidentais Libra, soldo e dinheiro de conta Lira, franco, libra esterlina Reutilização de nomes e estruturas; reformas autónomas e padrões alterados. Lira
Franco
Libra esterlina
Países participantes no euro Moedas nacionais participantes Euro Substituição acordada das moedas; outras moedas europeias continuam em circulação. Euro

Como ler a genealogia

Uma seta só pode indicar sucessão monetária quando a passagem está documentada. A relação entre nomes, a adoção de um padrão metálico, a circulação de uma moeda estrangeira e um câmbio fixo são relações distintas e, por si só, não demonstram genealogia.

Por este motivo, a página reúne três níveis:

  • o texto, que explica as passagens históricas;
  • o gráfico, que mostra os ramos;
  • a tabela, que esclarece explicitamente de qual moeda ou estrutura anterior surge o sistema subsequente.

Percursos de leitura

As páginas relacionadas permitem passar da unidade de conta à moeda cunhada, do nome ao sistema nacional e do padrão à moeda comum. Os percursos cruzam-se e devem ser lidos no seu contexto histórico; nem todas as ligações do site representam descendência.