Moedas suíças

História da Suíça e da sua moeda

Primeiras emissões federaisLibertas, Helvetia e VreneliMoedas modernas
1850–18771879–19491968–2026
1 franco, Helvetia sentada, 1850Moeda suíça de 10 cêntimosMoeda suíça de ½ franco

A Suíça utiliza o franco suíço (CHF), dividido em 100 cêntimos. Esta página percorre a história do país e a evolução da sua moeda.

Moeda suíça de 1 francoNa Antiguidade, o território da atual Suíça era habitado a norte dos Alpes pelos helvécios celtas, a sul pelos lepôncios e ínsubres e a sudeste pelos récios. Durante o Império Romano, a Récia, correspondente ao cantão dos Grisões, foi intensamente romanizada.

A origem da Confederação é tradicionalmente situada em 1291, com a aliança entre Uri, Schwyz e Unterwalden. O juramento do Rütli pertence à tradição lendária; a Carta Federal de agosto de 1291 é o documento histórico da aliança. Nos séculos seguintes, os confederados opuseram-se aos Habsburgos e derrotaram-nos em Morgarten em 1315, Sempach em 1386 e Näfels em 1388. Entretanto, Berna, Glarus, Lucerna, Zug e Zurique aderiram à Confederação, formando a Confederação dos Oito Cantões.

Durante o século XV, os suíços conquistaram Appenzell, Argóvia e Turgóvia e aliaram-se a Genebra, aos Grisões, a São Galo e ao Valais. Em 1476 derrotaram Carlos, o Temerário, da Borgonha, em Grandson e Morat; Basileia, Friburgo e Soleura aderiram depois à Confederação. Entretanto, as comunidades de Uri e Unterwalden atravessaram os Alpes para sul e conquistaram a parte mais setentrional da região do Ticino. No século XVI, Ulrico Zuínglio introduziu a Reforma Protestante na Suíça. As guerras religiosas que afetavam a Europa chegaram também ao país: Zuínglio morreu em combate e Berna difundiu o protestantismo no cantão de Vaud.

A independência da Suíça em relação ao Império foi reconhecida pela Paz de Vestefália de 1648. Em 1798, as tropas revolucionárias francesas invadiram a Suíça e transformaram-na na República Helvética; os cantões tornaram-se unidades administrativas semelhantes aos departamentos franceses. Pela Ata de Mediação de 1803, Napoleão restabeleceu uma estrutura confederal e colocou Argóvia, Ticino, Grisões, São Galo, Turgóvia e Vaud em pé de igualdade com os restantes cantões. O Sonderbund, aliança formada em 1845 por cantões conservadores católicos, foi derrotado pelos cantões liberais na guerra de 1847. Com uma nova Constituição, a Suíça tornou-se um Estado federal em 1848, tal como os Estados Unidos.

Em 1971, as mulheres obtiveram o direito de voto a nível federal. Em 1984, Elisabeth Kopp tornou-se a primeira mulher eleita para o Conselho Federal. O cantão do Jura foi criado em 1 de janeiro de 1979, separando-se do cantão de Berna.

Em 1986, os eleitores rejeitaram em referendo a adesão às Nações Unidas e, em 1992, a entrada no Espaço Económico Europeu. Nessa última ocasião, o país dividiu-se entre a Suíça francófona (Romandia), favorável à entrada na União Europeia, e a Suíça germanófona e italófona, que defendiam a independência face à Europa. Chegou-se, contudo, a um acordo para aderir ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional.

Em 1998, dois dos maiores bancos do país acordaram pagar 1,25 mil milhões de dólares às famílias de vítimas do Holocausto, na sequência de acusações de organizações judaicas norte-americanas de que se tinham apropriado de bens depositados por cidadãos judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

Em 1999, Ruth Dreifuss foi eleita a primeira mulher presidente. Em 10 de setembro de 2002, a Confederação Suíça aderiu às Nações Unidas.